segunda-feira, 23 de março de 2015

campanha de apoio ao projeto







Inspirando os jovens para a Ciência

Campanha de apoio ao Projeto

Desde 2010, nossa equipe de cientistas e estudantes de pós-graduação e pós-doutorandos tem desafiado adolescentes de escolas públicas para o mundo da ciência, procurando despertar a curiosidade e  conectando o encantamento pela descoberta com o  aprendizado e a cidadania.

No momento, estamos sem financiamento e, por isso, lançamos uma campanha de apoio ao nosso Projeto para que possamos continuar este instigante desafio.

Venha se informar mais sobre o nosso Projeto e ajude-nos a manter vivo este trabalho!
Junte-se a nós!


Nossas missões no Projeto:
- Aproximar o mundo da ciência dos adolescentes
- Estimular a curiosidade sobre o pensar e fazer ciência
- Popularizar o conhecimento científico
- Construir conceitos estruturantes sobre biologia, imunologia,  principalmente ligados a questões de saúde
- Discutir sobre o pensamento crítico e o processo de pensar e fazer ciência com estudantes e professores de escolas públicas
- Contribuir para a construção de cidadãos criativos e críticos, mais imponderados para transformar a realidade  



Por que Imunologia na Educação Básica?

Imunologia é um campo da ciência de característica multidisciplinar, com interface em várias áreas da biologia e intimamente conectada a importantes temas de saúde como, AIDS, câncer, alergias, infecções, transplantes e vacinas.
A Imunologia demanda pensar a biologia de forma ampla e integrada, certamente um grade desafio na ciência hoje.

Nossa visão é que podemos lançar mão desta faceta da Imunologia, diretamente conectada com a vida real das pessoas, para a educação básica nas escolas de ensino médio, integrando uma série de importantes conceitos em biologia e a lógica do pensamento científico.
E acreditem que este desafio pode ser bem divertido!

Como fazemos?
O Projeto Imunologia nas Escolas tem um Programa Nuclear para estudantes de ensino médio com atividades mensais.
As atividades temáticas incluem: discussões, experimentos, debates e oficinas que acontecem na escola, de forma integrada com suas atividades escolares.
Os principais tópicos são: HIV/AIDS, vacinas, câncer, alergias, e infecções e mundo microscópico. Todas as atividades são elaboradas por nossa equipe de professores que são cientistas, professores de biologia, estudantes de pós-graduação e pós-doutorandos. São principalmente da Universidade de São Paulo, colaboradores do iii-INCT  e colaboradores de outros INCTs.

Destacamos dois outros Programas no nosso Projeto:
1) Pré-Iniciação Científica (Pré-IC) - leva estudantes do ensino médio para dentro de laboratórios de pesquisa científica, desenvolvendo um pequeno projeto de pesquisa durante 1 ano;
 2) Programa para Professores - para professores do ensino público, para discutir educação na ciência, destacando a lógica do pensamento científico, por meio da discussão de temas em imunologia relacionados à saúde.
3) Programa de Introdução ao Jornalismo Científico – estudantes do Programa de Pré-IC aprendem técnicas de elaborar entrevistas e divulgação sobre pesquisas científicas e elaboram um jornal.

Você pode nos ajudar!


O apoio financeiro desta campanha nos ajudará a:
- Desenvolver material didático para as atividades na escola e para aprimorar nossos recursos técnicos, como microscópios, equipamentos de multimídia para as atividades na escola.
- Apoio ao curso para professores
- Apoio ao Programa de Pré-Iniciação Científica
- Apoio ao Programa de Introdução ao jornalismo científico


O impacto

Desde 2010, mais de 400 estudantes e professores participaram do nosso Projeto. Nossos estudantes de Pré-Iniciação Científica receberam prêmios em feiras científicas para estudantes da educação básica  e, principalmente, nós temos testemunhado o crescente entusiasmo desses jovens e o desejo de se inserir na vida como sujeitos ativos. 

Com a sua ajuda, o Projeto Imunologia nas Escolas poderá continuar a inspirar e fortalecer adolescentes e professores na construção de caminhos criativos na educação na ciência e de uma cidadania mais crítica.




Junte-se a nós! 

 
Outras formas de nos ajudar

Se você não pode contribuir neste momento, você ainda pode nos ajudar divulgando esta campanha com seus amigos!

Muito abrigada!

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Projeto Imunologia nas Escolas
Verônica Coelho, coordenadora geral (vecoelho@usp.br)

Paulo Roberto Cunha, coordenador pedagógico
Sandra do Lago Moraes, coordenadora científica
Silvia de Oliveira Sampaio, coordenadora científica

iii-INCT 

Jorge Kalil, coordenador
Aldina Barral, vice- coordenadora


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Motivado pelos alunos, Projeto faz debate sobre EBOLA

O Projeto Imunologia nas Escolas realizou nesta quarta-feira, dia 19 de novembro, sua última atividade de 2014, na Escola Estadual Alves Cruz, em São Paulo, com um debate sobre Ebola.

O debate foi um sucesso! Auditório cheio, exposições muito interessantes do Dr. Aluísio Segurado (Prof. Faculdade de Medicina da USP e Pesquisador do nosso iii-INCT- Instituto de Investigação em Imunologia – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia) e da Dra. Rachel Soeiro (Programa Médicos Sem Fronteiras) e muitas perguntas interessantes dos alunos.



Foto 1: Dr. Aluísio Segurado (Prof. Faculdade de Medicina da USP e Pesquisador do nosso iii-INCT- Instituto de Investigação em Imunologia – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia) e da Dra. Rachel Soeiro (Programa Médicos Sem Fronteiras)



Primeiro, o Dr. Aluísio falou sobre o que é a infecção pelo Ebola, abordando questões epidemiológicas, fisiopatológicas - sobre o que acontece com o organismo quando infectado pelo vírus - as dificuldades do tratamento em locais de precárias condições de saúde, e os desafios mundiais para conter a epidemia e desenvolver uma vacina e outras formas de tratamento. Explicou como a epidemia tem se espalhado na África e destacou que, em tempos globalizados, onde as pessoas circulam no mundo, a infecção pelo Ebola - mesmo outras epidemias - tem grande chance de chegar a várias partes do mundo.




Foto 2: Dr. Aluísio Segurado com a palavra - 'A infecção pelo vírus Ebola'


Dra. Raquel trouxe uma contribuição muito especial, falando sobre sua rica experiência na África, como médica do programa Médicos Sem Fronteiras. Trabalhou durante um mês num pequeno vilarejo chamado Telimele, na Guiné,  cuidando dos doentes e estabelecendo estratégias para conter a epidemia na região. Foi emocionante ouvir suas histórias cheias de coragem e humanismo. Sobre as dificuldades e as conquistas, sobre o cuidado aos doentes e as diferenças culturais.  Sobre o feliz relato de como conseguiram tratar muitos doentes (75% de sucesso), conter a transmissão e acabar com a doença no vilarejo.  



Foto 3: Dra. Rachel Soeiro: 'Experiência com o Ebola no Programa Médicos sem Fronteiras'


Entre as duas apresentações, passamos também um vídeo curtinho com uma matéria da jornalista da Folha de São Paulo, Patrícia Campos Mello, gravado em Serra Leoa, região de epidemia da infecção pelo Ebola, propiciando-nos com uma verdadeira  “viagem” ao drama das pessoas que vivem, hoje, esta epidemia.

As muitas perguntas dos alunos mostraram, claramente, seu interesse e curiosidade. Perguntas sobre mutações do vírus, desenvolvimento de vacinas, formas de transmissão, como a infeção mata, por que alguns conseguem sobreviver, se pode chegar ao Brasil, etc, etc.

No fim, aclamada pelo Dr. Aluísio, uma homenagem especial à ONG Médicos Sem Fronteiras, na pessoa da Dra, Rachel, pelo corajoso e importantíssimo trabalho que realizam no mundo. Muitos e muitos aplausos, bem merecidos.




Foto 4: Dra. Rachel Soeiro com a fala


Para mim, ficam muitas imagens e perguntas na cabeça. Como nós, humanos, construímos, numa perspectiva evolutiva, interações com os microrganismos? Enquanto alguns chegam de forma devastadora - como o vírus Ebola - temos, hoje, milhares e milhares de microrganismos vivendo, de forma sinérgica, em nosso organismo. Ficam imagens de vida e de morte, da fragilidade da vida humana, imagens de luta e de coragem.  Fica a bonita imagem do abraço do paciente, no momento da alta, por ter vencido a infecção.

Foi uma grande alegria ver que os jovens se interessaram e participaram. Claro que houve também conversas e algum zum-zum-zum... Mas, isto faz parte. Afinal de contas, são adolescentes e cheios de inquietações.

Certamente, ficamos com um sentimento muito bom. Fechamos nosso ano de atividades do Projeto da escola com um sentimento positivo de algo que motivou os adolescentes a pensar e a perguntar. Algo que pode até parecer estar longe do mundo deles – na África - mas, sim, também diz respeito a todos nós.




Foto 5: Dr. Aluísio Segurado e da Dra. Rachel Soeiro no momento "Perguntas e Respostas"

Vale destacar que este debate foi motivado pelo interesse dos alunos. Foram eles que nos pediram para discutir sobre Ebola. E nós topamos. Tivemos alunos de cada turma que nos ajudaram na organização, pesquisaram para elaborar perguntas, prepararam cartazes e percorreram as salas de aula para falar sobre o debate.




Foto 6: Auditório da Escola Estadual Antonio Alves Cruz 

Pensamos que este é um caminho a ser cada vez mais explorado no Projeto. Envolver os alunos e professores da escola na busca de caminhos compartilhados, nos quais possamos discutir e refletir sobre temas de ciências, sobre a lógica do pensamento científico; sobre este certo olhar indagador do mundo.  

Muitos novos estímulos e desafios para 2015!

Verônica Coelho

Coordenadora Geral do Projeto Imunologia nas Escolas
iii-INCT – Instituto de Investigação em Imunologia
Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia
Médica Pesquisadora
Laboratório de Imunologia

InCor- FMUSP
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