quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Jornalismo Científico é tema de oficina para ensino médio

Em 2017, o Projeto Imunologia nas Escolas está acontecendo na Escola Estadual Fernão Dias Pais, na zona oeste de São Paulo.

Além da programação de atividades sobre imunologia, este ano o projeto também está realizando a Oficina de Introdução ao Jornalismo Científico nos meses de agosto e setembro. As atividades são semanais e acontecem na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Os participantes são estudantes do primeiro ano do ensino médio na Fernão Dias. Também há alguns estudantes de ensino superior e profissionais que se interessaram pelo tema e estão acompanhando a oficina.

Participantes discutem e experimentam práticas do jornalismo
na oficina ministrada por Patricia Santos (dir.) | Imagem: Verônica Coelho

Sobre a oficina

A Oficina de Introdução ao Jornalismo Científico tem como proposta apresentar aos estudantes noções da linguagem e das práticas utilizadas por jornalistas, na área da ciência, como intermediadores da comunicação entre os pesquisadores e a população.

Além disso, “é complementar ao Projeto Imunologia nas Escolas ao trazer debates e reflexões sobre a construção do conhecimento científico, sobre o papel do jornalismo e seus desafios nos dias de hoje, além da importância da visão crítica do cidadão no contato com as mídias e a ciência”, explica a jornalista e facilitadora da atividade Patrícia Santos, gestora na empresa Conecta Ciência.

Esta é a segunda edição da oficina como parte do Projeto Imunologia nas Escolas. A primeira foi concluída em 2013 sendo, na ocasião, voltada aos alunos do projeto na Escola Estadual Romeu de Moraes, na cidade de São Paulo. Saiba mais aqui.

Conheça esta turma!

Uma das primeiras atividades da Oficina de Introdução ao Jornalismo Científico foi sobre técnicas de entrevista jornalística. Como exercício, os alunos se dividiram em grupos em que atuaram como repórteres, entrevistados, fotógrafos ou editores.

A seguir, confira imagens e trechos das entrevistas feitos pelos alunos durante o exercício:

Jessé Gomes e Izabella Rocha entrevistaram Fernanda Landim (dir.) 

A dupla de editoras assistentes: Tamires Silva (esq.) e
Gabriella Forabelli, estudante de jornalismo 

As alunas Jenifer Plaza, Fernanda Marques, Isabella Vitoria

Isabella Costa (esq.) é entrevistada por Débora de Novais e
Milena Barbosa, doutoranda na Faculdade de Saúde Pública-USP 

Ryan Andrade entrevista Luana de Novaes 

As alunas Luana de Novaes e Fernanda Landim


Gabriel Galhardo foi fotógrafo com as dicas da
assessora de comunicação Renata Féres

Fernanda Landim, 14 anos
Como passatempos, gosta de desenhar, tocar violão e jogar futebol. No jornalismo, sua área preferida é esportes. Outros interesses de Maria Eduarda são anatomia e artes surrealistas; na literatura suas preferências são drama, romance e comédia. “Tive uma infância bastante humilde, sempre morei na mesma casa, como tinha irmãos cresci como um ‘moleque’, aprontava muito quando criança, porém nunca fui de me machucar, vivi boa parte da vida com meus primos e irmãos, adoro a Bahia e o sol”, conta.

Isabella Costa, 14 anos
A estudante afirma que o contato com o Projeto Imunologia nas Escolas lhe trouxe uma visão mais ampla sobre a ciência. Para atrair mais crianças e adolescentes para assuntos relacionados à ciência ela pensa que deveria haver mais passeios, aulas de informática, jogos em sala de aula, “brincar um pouco com a ciência, assim as crianças se interessariam mais”, afirma.

Maria Eduarda Ribeiro, 14 anos
A estudante gosta de assistir animes clássicos e acredita que é um esteriótipo pensar que são apenas desenhos para crianças. “Além de divertidos, você pode aprender com eles também”, afirma. Maria Eduarda pensa em se formar em história, mas tem interesse em jornalismo científico e observa que a oficina atraiu um público com interesses diversos, é “para ajudar em uma formação futura”, afirma.

Fernanda Marques, 15 anos
Além de ser leitora de romances, Fernanda gosta de estudar química e de escutar músicas estilo metal. Para o futuro, ela ainda não tem uma ideia concreta, mas pensa na faculdade de administração como uma opção para entrar em qualquer parte de uma empresa. Sobre trabalhar em uma área que requer conhecimentos científicos, Fernanda afirma que talvez seja uma possibilidade. “Acho que tem que dar muito de si, gostar muito da área e saber se é sobre ciência que você quer estudar durante sua vida”, reflete.

Luana Soares de Novais, 14 anos
Divulgar novas ideias, alertar e orientar são os pontos que chamam a atenção de Luana no jornalismo. A estudante conta que fica atenta aos assuntos na área de saúde nas notícias. Na ciência, o que mais lhe chama a atenção é a paciência dos cientistas para ficarem anos em uma só pesquisa, além de estarem sempre obtendo novos conhecimentos. No dia a dia, ela gosta de assistir séries de fantasia ou ficção científica; gosta de estudar coisas envolvendo arquitetura, desenho e matemática, e seu tipo de livro favorito é o romance. No momento ela tem ouvido artistas pop como Demi Lovato, Ed Sheran e Shaw Mendes, mas gosta de diversos tipos de música.


Equipe que realizou as entrevistas:

Repórteres: Letícia Andrade, Jessé Oliveira, Izabella Pires, Wesley Brandão, Debora Soares de Novaes, Milena Barbosa, Jenifer Plaza, Isabella Vitória.

Entrevistadas: Fernanda Landim, Isabella Costa, Maria Eduarda Ribeiro, Fernanda Marques, Luana Soares de Novaes.

Editoras assistentes:
Tamires Souza Neves Silva e Gabriella Forabelli.

Fotógrafos: Gabriel Galhardo e Renata Féres.

Edição das entrevistas: Patricia Santos.

Coordenadora do Projeto Imunologia nas Escolas: Verônica Coelho.

Não poderia faltar a selfie da turma!

segunda-feira, 23 de março de 2015

campanha de apoio ao projeto







Inspirando os jovens para a Ciência

Campanha de apoio ao Projeto

Desde 2010, nossa equipe de cientistas e estudantes de pós-graduação e pós-doutorandos tem desafiado adolescentes de escolas públicas para o mundo da ciência, procurando despertar a curiosidade e  conectando o encantamento pela descoberta com o  aprendizado e a cidadania.

No momento, estamos sem financiamento e, por isso, lançamos uma campanha de apoio ao nosso Projeto para que possamos continuar este instigante desafio.

Venha se informar mais sobre o nosso Projeto e ajude-nos a manter vivo este trabalho!
Junte-se a nós!


Nossas missões no Projeto:
- Aproximar o mundo da ciência dos adolescentes
- Estimular a curiosidade sobre o pensar e fazer ciência
- Popularizar o conhecimento científico
- Construir conceitos estruturantes sobre biologia, imunologia,  principalmente ligados a questões de saúde
- Discutir sobre o pensamento crítico e o processo de pensar e fazer ciência com estudantes e professores de escolas públicas
- Contribuir para a construção de cidadãos criativos e críticos, mais imponderados para transformar a realidade  



Por que Imunologia na Educação Básica?

Imunologia é um campo da ciência de característica multidisciplinar, com interface em várias áreas da biologia e intimamente conectada a importantes temas de saúde como, AIDS, câncer, alergias, infecções, transplantes e vacinas.
A Imunologia demanda pensar a biologia de forma ampla e integrada, certamente um grade desafio na ciência hoje.

Nossa visão é que podemos lançar mão desta faceta da Imunologia, diretamente conectada com a vida real das pessoas, para a educação básica nas escolas de ensino médio, integrando uma série de importantes conceitos em biologia e a lógica do pensamento científico.
E acreditem que este desafio pode ser bem divertido!

Como fazemos?
O Projeto Imunologia nas Escolas tem um Programa Nuclear para estudantes de ensino médio com atividades mensais.
As atividades temáticas incluem: discussões, experimentos, debates e oficinas que acontecem na escola, de forma integrada com suas atividades escolares.
Os principais tópicos são: HIV/AIDS, vacinas, câncer, alergias, e infecções e mundo microscópico. Todas as atividades são elaboradas por nossa equipe de professores que são cientistas, professores de biologia, estudantes de pós-graduação e pós-doutorandos. São principalmente da Universidade de São Paulo, colaboradores do iii-INCT  e colaboradores de outros INCTs.

Destacamos dois outros Programas no nosso Projeto:
1) Pré-Iniciação Científica (Pré-IC) - leva estudantes do ensino médio para dentro de laboratórios de pesquisa científica, desenvolvendo um pequeno projeto de pesquisa durante 1 ano;
 2) Programa para Professores - para professores do ensino público, para discutir educação na ciência, destacando a lógica do pensamento científico, por meio da discussão de temas em imunologia relacionados à saúde.
3) Programa de Introdução ao Jornalismo Científico – estudantes do Programa de Pré-IC aprendem técnicas de elaborar entrevistas e divulgação sobre pesquisas científicas e elaboram um jornal.

Você pode nos ajudar!


O apoio financeiro desta campanha nos ajudará a:
- Desenvolver material didático para as atividades na escola e para aprimorar nossos recursos técnicos, como microscópios, equipamentos de multimídia para as atividades na escola.
- Apoio ao curso para professores
- Apoio ao Programa de Pré-Iniciação Científica
- Apoio ao Programa de Introdução ao jornalismo científico


O impacto

Desde 2010, mais de 400 estudantes e professores participaram do nosso Projeto. Nossos estudantes de Pré-Iniciação Científica receberam prêmios em feiras científicas para estudantes da educação básica  e, principalmente, nós temos testemunhado o crescente entusiasmo desses jovens e o desejo de se inserir na vida como sujeitos ativos. 

Com a sua ajuda, o Projeto Imunologia nas Escolas poderá continuar a inspirar e fortalecer adolescentes e professores na construção de caminhos criativos na educação na ciência e de uma cidadania mais crítica.




Junte-se a nós! 

 
Outras formas de nos ajudar

Se você não pode contribuir neste momento, você ainda pode nos ajudar divulgando esta campanha com seus amigos!

Muito abrigada!

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Projeto Imunologia nas Escolas
Verônica Coelho, coordenadora geral (vecoelho@usp.br)

Paulo Roberto Cunha, coordenador pedagógico
Sandra do Lago Moraes, coordenadora científica
Silvia de Oliveira Sampaio, coordenadora científica

iii-INCT 

Jorge Kalil, coordenador
Aldina Barral, vice- coordenadora


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